Climate Deal 2015

Angela e Dilma: Duas Mulheres e uma Missão

Dilma Rousseff e Angela Merkel são duas das líderes femininas mais influentes do mundo com grande influência na política internacional e na missão de encontrar maneiras efetivas de combater as mudanças climáticas.

Dilma Rousseff e Angela Merkel, duas das líderes femininas mais influentes do mundo de acordo com a Revista Forbes, com experiência no tema de energia e chefes de estado de países com grande influência na política internacional, se encontrarão nos próximos dias 19 e 20 de agosto com uma agenda importantíssima para o futuro de toda a humanidade: encontrar maneiras efetivas de combater as mudanças climáticas.

Nós, mulheres ativistas pelo clima e cidadãs brasileiras somos solidárias aos esforços das duas líderes nessa desafiadora luta contra as mudanças climáticas e clamamos que elas assumam o seu protagonismo e influência para assegurar que tenhamos um resultado efetivo na próxima Cúpula do Clima da ONU a ser realizada em Paris no final deste ano.

Brasil e Alemanha vem desde a Eco 1992 demonstrando liderança no tema de mudanças climáticas. Em Copenhagen em 2009, ambos tiveram um papel fundamental no avanço do comprometimento com a diminuição das emissões de gases de efeito estufa. Desde então, a Alemanha vem colocando em marcha uma revolução energética para reduzir a intensidade de carbono de sua economia e o Brasil foi o país que mais diminuiu emissões através do forte combate ao desmatamento na Amazônia.

Angela Merkel já demonstrou sua disposição em seguir aprofundando esses esforços na última reunião do G7, exercendo uma liderança crucial para que o grupo dos países mais ricos do mundo se posicionasse por cortes profundos nas emissões de gases de efeito estufa e pela descarbonização da economia global ao longo deste século. Dilma Rousseff também tem assumido compromissos importantes como a continuidade do compromisso de combater o desmatamento, avançar na agenda de reflorestamento e na promessa de ampliação da diversificação da matriz energética brasileira com o avanço de novas fontes de energia renovável não hidráulica.

Apesar desses esforços, Angela Merkel e Dilma Rousseff, bem como suas ministras do meio ambiente, Barbara Hendricks e Izabella Teixeira, sabem que precisaram fazer muito mais para garantir o sucesso do Acordo Climático em Paris e assegurar uma transição sustentável para economias de baixo carbono tão caras ao futuro do planeta.

Estas duas líderes, identificadas pelo pragmatismo e pela racionalidade, sabem que a ciência climática tem reiteradamente mostrado que para termos boas chances de limitar o aquecimento global em 2 oC até o final do século, não podemos deixar que a concentração carbono na atmosfera ultrapasse 450 partes por milhão. Sabem também que a única maneira de ficarmos dentro deste limite é criando condições sócio-econômico-tecnológicas para que todos os países do mundo possam cooperar na redução das emissões globais. O momento de criação destas condições é agora, e o caminho é o acordo de Paris.


Ana Toni dirige o Instituto Clima e Sociedade. Alice Amorim dirige o trabalho sobre mudanças climáticas do grupo GIP (Gestão de Interesse Público). Ambas collaboram con Nivela.

Mais informações estão disponíveis en Nivela.org/People.

Este artículo está disponible en Español e Inglés.

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